Lorena Risse
Estagiária de Jornalismo
Ressaca: Indisposição do bêbado após curada a bebedeira; enfado provocado por noite passada em claro. [Dicionário Aurélio]
Uma das coisas que sempre acontece com as pessoas quando elas passam a se achar mais do que elas são é o porre. Bebe-se para comemorar, para esquecer, para lembrar, para se iludir, para se soltar e até para ter o que botar pra fora no dia seguinte.
O fato acontece principalmente nas saÃdas na calada da noite em que mulheres e homens resolvem desfrutar de algum elixir alcoólico. Estes representantes da espécie humana são acometidos, na maioria das vezes, por um fulminante surto de solidariedade cristã e decidem fazer caridades por onde passam. Feios/feias são felizes por alguns minutos e algumas vezes a potência da bebedeira é tão grande que os/as fazemos acreditar que no dia seguinte vão ter café na cama e um cafuné para os dias frios.
O único problema de exercer esse papel altamente alcoólico é quando o ator vai parar naqueles motéis lúgubres e pestilentos onde homens e mulheres exalam o último suspiro, seja ele de prazer ou de alÃvio estomacal. Aliás, existe o outro problema… Quando se vai pra casa e se depara com os bramidos cuspidos de pais que se dizem desapontados e por um minuto são confundidas com aquelas velhas prostitutas que vivem pregando a castidade.
Depois disso vem aquele sono, aquele sono incontrolável que pode se desenvolver em cima de uma cama de casal, solteiro, de uma privada ou até mesmo na sarjeta, e neste último caso tem a ilustre presença do cachorrinho que te acorda com uma sensual lambida na bochecha, ou aqueles que são mais chegados, na boca.
Não esquecendo aquela sensação de estar na maior roda gigante do mundo… Privada – pia, privada – pia, priva – pia, pri pi, p p …Finalmente a chegada dos esporádicos jatos de vômito.
Após resgatar todas as forças existentes no caco humano o qual você se parece é bem provável que você sinta umas marteladas básicas na cabeça, é como se você estivesse escutado aquela música do tão querido e criativo Reginaldo Rossi… Durante toda a sua existência você nunca teve tanta vontade de achar um machado para partir o próprio crânio só pra ver se ele sai dali de dentro e dá uma canja ao vivo.
O que varia de bebum pra bebum é a amnésia que se instala na mente do cabra. Esse estado mental varia de acordo com o nÃvel de álcool injetado no seu corpo, ou seja, os bebedores master quase sempre se esquecem das grandes e filosóficas frases e atitudes que foram tomadas na noite anterior.
Dentre as lembranças que os amadores conseguem obter destacam-se as dancinhas infelizes e fora do ritmo, coragem para brigar com uma cidade inteira, gritos desvairados de amor, exposição da sua anatomia, cuspidas incessantes, beijos suculentos em pessoas de beleza inestimável e de cultura totalmente classe A…Sim…as lembranças são as melhores possÃveis.
No final de mais um dia temos a chegada das juras de nunca mais colocar uma gota de qualquer lÃquido que advenha da cana de açúcar na boca e se inicia ali o processo de atormentar aqueles corajosos que ficam com você na ressaca. Mas todas as promessas são em vão, porque no próximo final de semana vem aquela cambada de biltres te convidando pra atravessar a rua e sentar naquela boa e velha cadeira amarela de plástico com o nome da causadora de todos esses parágrafos colado na parte de trás, juntamente com aquele bando de copos recheados de liquidos suculentos de coloração amarela, marrom, verde e tem até aqueles que são tão engabeladores que são transparentes, sim…
Aà temos que reler o texto com muita esperança de que um dia ele possa ser deletado dos nossos arquivos pessoais e mentais.
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26 de Maio de 2009 às 5:25 pm
hahaha! muito bom! me identifiquei especialmente com a parte do reginaldo rossi tentando sair do crânio para dar uma canjinha! hehehe! delÃcia de texto, amei. parabéns!
Bah. Como diria o Juan: “Muito bom, Lorena”. E falo isso com a mesma empolgação e sinceridade dele. Que me desculpem os colegas (e eles vão me dar razão): melhor texto do Portal3 nos últimos tempos. Ainda bem que eu não bebo, mas a convivência com os colegas pósr-ressaca é interessantÃssimo.
A leitura do texto flui. Parabéns!
Muito bom o texto (quase saiu um esse no “texto” ¬¬)
uahsuahsuhsauhs muitas verdades ai, infelizmente ou felizmente.. sei la.
eu nunca mais ponho uma gota de alcool na boca \o
Muito bom, melhor texto disparado…
Sensacional diz tudo, só não precisa esperar até o outro find para tomar outro e sim até a tarde, matando uma aulinha!!!!
Parabéns…
Vamo melhorar os textos galera, mas ta legal também o dos outros…
Bah Maria, conseguiu ler até essa parte???
Putz,texto enorme só pra ressaca? Só de lembrar enche o saco, imagina descrever… Bah o jornalismo sei lá… Vou fazer enfermegem!
Grog, grog, ops…li misturando as linhas…tomei reginaldo rossi, acordei xarope (no meu caso, charope ..irg..)e me embebedei de com as letras…
Nunca mais bebo. Eu nem me lembro porque estou lendo este texto…
Muito bommmm…. Vou passar esse texto pra uma galera que vai se identificar com ele hahahaaha