Raquel Piegas
Estagiária de Jornalismo
Após oito anos de discussão, o Supremo Tribunal Federal (STF) deu seu veredicto em sessão ocorrida na quarta-feira, 17, sobre o futuro da profissão de jornalista. Oito dos nove ministros presentes votaram contra a obrigatoriedade do diploma para o exercÃcio do Jornalismo.
Momentos de tensão precederam a decisão final do STF. Frases impactantes, como a da advogada Tais Borja Gasparian, contra a obrigatoriedade do diploma, deixaram perplexos aqueles que acompanharam a sessão pelo Twitter. “O jornalismo não é um ramo do conhecimento, como Direito e Medicina”, afirmou Tais, para justificar o posicionamento do Ministério Público Federal.
Do outro lado, a favor do diploma, a advogada Grace Maria, da Advocacia Geral da União, defendia a relevância da missão desempenhada pelo jornalista.
Ao longo da sessão, foram citados nomes de jornalistas que exerceram e exercem o ofÃcio sem possuÃrem diploma: Mário Vargas Llosa, Carlos Chagas, Nelson Rodrigues, Clarice Lispector, Caco Barcelos e Carlos Drummond de Andrade.
Aparentemente, os argumentos foram válidos, visto que os ministros Gilmar Mendes, Carmen Lúcia, Ricardo Lewandowiski, Eros Grau, Carlos Ayres Britto, Cezar Peluso, Ellen Graice e Celso de Mello votaram contra a obrigatoriedade do diploma. O único ministro a se mostrar favorável foi Marco Aurélio de Mello.
Para o coordenador do curso de Jornalismo da Unisinos, Edelberto Behs, a queda do diploma representa um retrocesso. “Tantas profissões procuram uma regulamentação. Nós, que já tÃnhamos, perdemos”, lamenta Behs.
No entanto, o coordenador ressalta que o momento é de “priorizar a qualificação do profissional, ganhar espaço no mercado de trabalho com a qualidade”. E completa: “grandes empresas não contratarão jornalistas que não tenham passado por uma formação acadêmica.”
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17 de Junho de 2009 às 7:24 pm
Já tinha ouvido algo a respeito, mas ainda não acreditava muito. Existem coisas que nascem com a gente. Outras, se aprendem na escolas, universidades e em anos de experiência. Mas o ato de escrever, criar e desempenhar bem a função de jornalismo, é sem dúvida um dom. Eu mesma, fui professora, estudei teatro, mas o dom de escrever crônicas, realizar entrevistas e a forma simples e harmônica de transmitir informações…nasceu comigo. Quero sim, me aperfeiçoar na gramática, evitar erros e concordâncias, porém muitas pessoas que acompanham minhas colunas em sites, juram que fiz jornalismo. Já editei revista e em matérias minha (sobre a minha pessoa), eu mesma redigia e de forma espetacular. Tenho amigas jornalistas que me pediam para fazer introduções em revistas e jornais. Mal conseguiam desenrolar um parágrafo. Então, onde fica o talento? Se acha em salas de aula? Nâo! Nasce conosco! EU gostei da aprovação.
Caco Barcellos TEM DIPLOMA, é formado em Jornalismo pela PUCRS. Vejam a página dele no Twitter onde ele mesmo corrige essa falsa informação: https://twitter.com/cacobarcellos
A Raquel Piegas, autora deste texto, já deveria ter assinado com JORNALISTA e não com ESTAGIÃRIA de jornalismo. Afinal, curso que não precisa de formação, não deve pode ter estagiário. Parabéns Raquel, eu e vocês podemos comemorar! Agora somos JORNALISTAS!
Ter cursado Jornalismo na UNISINOS fez um diferencial na minha vida – a crÃtica e o aplauso. Foram aulas com grandes mestres como a PHD Luiza Carravetta (em nome de todos os professores do Centro 3).A Semiótica que aprendi nas salas de aula, a redação jornalÃstica, num tempo em que não havia a linguagem digital, aguçaram o meu olhar, o meu pensar. Valeu a pena.
Na data em que o ‘diploma’ é condenado por senhores (as) togados, aquele de pedaço de papel amarelado pelos anos representa a essência de uma conquista.
Nesses anos, passei por redações como o Grupo RBS, JC, Dário Catarinense, hoje em Curitiba,agradeço à Unisinos pelo belo trabalho de formação humana. O poeta Jayme Caetano Braun diz num poema “O Diploma”, que a ‘melhor universidade é a vida. Penso que sim, porém o alicerce da universidade, para mim, foi fundamental.
Um abraço
Ter cursado Jornalismo na UNISINOS fez um diferencial na minha vida – a crÃtica e o aplauso. Foram aulas com grandes mestres como a PHD Luiza Carravetta (em nome de todos os professores do Centro 3).A Semiótica que aprendi nas salas de aula, a redação jornalÃstica, num tempo em que não havia a linguagem digital, aguçaram o meu olhar, o meu pensar. Valeu a pena.
Na data em que o ‘diploma’ é condenado por senhores (as) togados, aquele de pedaço de papel amarelado pelos anos representa a essência de uma conquista.
O poeta Jayme Caetano Braun diz num poema “O Diploma”, que a ‘melhor universidade é a vida. Penso que sim, porém o alicerce da universidade, para mim, foi fundamental.
Um abraço
Pessoal,
Estou triste com essa notÃcia. Recebi o texto abaixo por e-mail e apesar da ironia, vale a reflexão…
Colegas do Portal 3 estou com vocês. VAMOS EM FRENTE. AFINAL, O TALENTO VENCE TUDO.
…………………………….
VENDE-SE DIPLOMA DE JORNALISTA
BACHAREL PUC-CAMPINAS 1990 – MTb XX.XXX
Valor pago pelo diploma, na aquisição:
Incontáveis noites mal dormidas (ou não dormidas) para estudar e também para atuar no movimento estudantil, por qualidade de ensino, democratização da informação, por um mundo mais justo etc.;
Posteriormente, insônia, estresse e vÃcio em cafeÃna, fechando edições de jornais ou relendo mil vezes um texto, pra sair sem nenhum errinho; cinemas não freqüentados, para sobrar grana pra mensalidade, xerox e outros gastos da Faculdade; discos (era disco, naquela época) não comprados; baladas, nem programadas; viagens de lazer eternamente adiadas; estágios mal remunerados; “freelas†que nunca foram pagos, mas valeram pela “experiênciaâ€; uma tenossinovite crônica, no punho direito, por excesso de digitação; uma causa jurÃdica com 11 anos de duração, ganha “na marraâ€, contra patrões arrogantes; uma vida de leituras, cursos de aperfeiçoamento, especialização no exterior, mestrado e doutorado; toneladas de assédio moral (entre outros), enfrentados pelo caminho…
Uso desse diploma: intenso, ético, apaixonado.
Preço: a combinar.
Valor: inestimável.
É no mÃnimo, deprimente o fato ocorrido ontem nos bastidores do STF. Estou simplesmente desanimado e desiludido com o que fizeram com esta profissão apaixonante que é o jornalismo. Lamentável e algo tem que ser feito… Eu como estudante da Unisinos, a universidade pode contar com o meu apoio para lutarmos juntos para regulamentação, novamente, da profissão de jornalista.