Sexta-feira, 03 de Setembro de 2010
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Tô de licença

Andrei Andrade
Estagiário de Jornalismo

Grêmio, só no ano que vem. Seleção brasileira, só depois do Dunga. Copa do Mundo? Provavelmente, só em 2014. Devido ao cenário atual, proclamo que estou deixando de lado o futebol. Quem sabe vire um noveleiro, não sei bem. Vai depender dos primeiros capítulos da próxima novela.

Explicações. Primeiro, o Grêmio. Todo mundo sabe que é a emoção que move o futebol, não é outra coisa. E já faz tempo que os jogos do tricolor alteram menos os meus batimentos cardíacos do que qualquer outra coisa. Até o Tele-Domingo tem me atraído mais. Tenho assistido a uma equipe lenta e burocrática, de um técnico que escala sem nenhuma convicção, que já afirmou querer transformar em europeu o mais latino dos clubes, pelo menos no imaginário dos torcedores. Agora imagine tudo isso em um cenário que apresenta o grande rival como o maior candidato às glórias que nos são negadas, e veja se minha indiferença ao futebol não é mesmo uma imposição.

Já a seleção é tão sem sal que vou citá-la apenas brevemente. Luis Fabiano é, sem dúvida, um ótimo centroavante. Mas o coitado carece de marketing pessoal. Como consumidor do futebol, troco dez gols dele por um do Fenômeno. Uma seleção que ganha todos os jogos só tem graça quando dá show. Fazer quatro gols mas não dar um belo chapéu no adversário – como nos bons tempos do Ronaldinho Gaúcho – não dá o menor orgulho de ser brasileiro. Gostar de ter o Kaká como craque é como querer ficar bêbado sem querer beber. É pensar só no resultado. Que graça o povo vê no Kaká, que é brilhante, mas totalmente previsível?

Só falta agora alguém querer que eu assista a uma Copa do Mundo sem a Argentina. Quem torce contra a Argentina certamente gostaria de ver uma final entre Brasil e Equador. Um jogo para a História, sem dúvida. Do Equador. Certo, não é a ausência do time de Maradona que tiraria meu interesse pela Copa. Mas considerando que na Europa a situação de Portugal e França é bastante semelhante, enquanto a Sérvia e a Dinamarca já estão praticamente garantidas, aí sim o Mundial da África tem tudo pra ser um passeio de Dunga, Kaká e Luis Fabiano. Da nossa seleção, tão emocionante quanto um microondas. Quanto um Grêmio europeu.

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  1. Não tem jeito, sigo de licença

11 de setembro de 2009 às 3:08 pm

8 Comentários para “Tô de licença”

  1. Fabiane disse:

    Colega Andrei!Uma sugestão: Vire um colorado e seja feliz!Grande abraço;-)

  2. Maria disse:

    caro colega gremista. tua indiferença tem outro nome: recalque.
    saudações coloradas.

  3. Andrei disse:

    Pô, Maria! Pô, Fabiane!

  4. Pô, Andrei. Eu que digo.

    Sabe o que é? O mundo inteiro está muito chato. O futebol está muito chato. A novela, então, não recomendo. Nem Fórmula 1 te sugiro. Mas, poxa, há tempos que são assim. Além do mais, tu está impregnado pelas glórias dos anos 90 – e também pelas loucuras daqueles tempos. E eu, como gremista, sinceramente não sei o que fazer agora. Só não vale largar de mão. Duvido que tu consiga.

    Mas concordo com tudo que tu falou sobre a Seleção.

  5. André Seewald disse:

    também lá se vão quase 10 anos só ciscando pelos campeonatos e levando só uns gauchões

  6. Henrique Machado disse:

    Na vida tudo é passageiro, exceto o cobrador e o motorista (essa é como a Luiza Brunet, é velha mas é boa) eheheh. Tudo é fase. Futebol é fase. Ainda bem que como gremista não passei por isso, mas pergunte a um imortal o que ele padeceu nos anos 70. Depois pergunte a um colorado o que ele sofreu nos anos 90.
    Quanto à seleção, bueno, creio que pelo mau exemplo dos nossos governantes (especialmente os de Brasília) ficamos mais patriotas somente no 07 de setembro e em época de Copa do Mundo.
    Abraços

  7. Não entendo NADA de futebol, mas concordo com a Ju. O mundo inteiro está chato, bom mesmo eram os anos 90.

    Ainda bem que o Faith no More tá vindo pra POA pra mostrar como as coisas eram feitas naquela época. Pode haver salvação.

  8. Robert Thieme disse:

    Tu deve ter odiado a seleção do Felipão, então,
    que era o anacronismo puro, bem aonde o Dunga quer chegar. Seleção que jogava com a planilha debaixo do braço.
    Por isso mesmo que o Felipão não aceitou todo o lobby para levar o “craque” Romário, na época.
    Da mesma forma, penso que o Dunga não deve aceitar o “lobby” para levar o “craque fenômeno”.

    Quanto ao Grêmio:
    De repente pode ir acompanhando os ganhos do “Projeto Arena”, que tem amplo apoio e divulgação da RBS/Zero Hora.

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