Belisa Lazzarotto
Estagiária de Jornalismo
“Eu leio muitos livros ao mesmo tempo”, disse Washington Olivetto, publicitário da W MacAnn, durante palestra no Congresso Internacional CBL do Livro Digital, em São Paulo, nesta sexta-feira, 11. O evento, que acontece desde 2010, é realizado pela Câmara Brasileira do Livro. Leitor voraz, o publicitário disse que deve sua carreira aos livros.
Letícia da Rosa, professora de Publicidade e Propaganda da Unisinos, é enfática sobre o tema: “A leitura gera conhecimento. É tão importante para o publicitário quanto para qualquer outra carreira”. Para ela, nada substitui os livros na formação de um profissional. “Deveria ser algo de pai para filho, e não vir somente da universidade”, contou a professora sobre o que vê em sala de aula. Segundo ela, o aluno chega na graduação muito carente de leitura.
No congresso, Olivetto defendeu mais verbas públicas para o ensino no Brasil: “Quanto maiores estas forem, melhor as pessoas utilizarão as redes sociais e a internet. A educação é tudo para um país”. Para Letícia, o Brasil lê pouco, mas ela pondera: “O pouco que vem crescendo já é bastante em relação ao que fomos um dia”.
O publicitário também abordou a discussão sobre a versão digital do livro, o e-book. Para ele, o sucesso dessa nova mídia dependerá da qualidade dos conteúdos, assim como acontece nas versões impressas: “O fundamental sempre foi e continuará sendo a boa ideia”. Dessa forma, sugeriu que as editoras comecem a pensar em produzir livros específicos para o formato do e-book, explorando o potencial de imagem e som.
Olivetto afirmou que, com a internet, todos se transformaram em comunicadores, porém a qualidade das informações que circulam nas redes sociais é comprometedora. Para o publicitário, a diferença tem de ser feita pelos profissionais da comunicação e todos aqueles que produzem e fornecem conteúdos.
14 de Maio de 2012 às 5:30 pm